frase

Palavra alguma vale o delírio de ser poema sem ser alívio...

sexta-feira, 28 de março de 2014

VONTADES


Há uma sede renascida e refundada

De salivas misturadas,

Gemidos abafados, alta madrugada. 

Há um silêncio contido 

De desejos reprimidos 

De caminhos não conhecidos... 


Há uma fome submersa de águas profundas 

Busca incessante, vazio que não acaba nunca! 

Uma fome úmida da entrega completa, 

De portos vazios, de portas abertas. 


Desviar das rotas já traçadas 

E fazer escolhas ousadas. 

Há um cansaço de rotinas 

Vontade de dobrar novas esquinas, 

Uma torrente de palavras que vivem a gritar 

Num silêncio contido de mar 


Há uma  escuridão de noite na alma 

Um buraco negro a engolir meus sonhos 

Livre, apenas nos versos que componho 

Busco na poesia a minha calma... 

( NLC )

2 comentários:

Anônimo disse...

Mato de ti a fome e a sede que causa tanto desejo, de beijos.

Paulinho Shampoo disse...

É tão bom te ler, é como estivesse mais pertinho de você.
Versos intensos Poetisa, forte...
beijos