frase

Palavra alguma vale o delírio de ser poema sem ser alívio...

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

O POEMA E A BAILARINA

O poema amava a bailarina
E em noites de estrelas e luar,
Compunha versos, inventava rima
E sonhava com ela se casar

Morava nos versos de um soneto antigo
Num velho livro na mesinha de cabeceira
Ela tinha o corpo preso ao mecanismo
De uma linda caixinha de madeira 

Ele encantou-se pelo ritmo mágico
Quando a viu dançar rodopiando
E ela sentiu arrepiar seu corpo de plástico
Ouvindo os versos que ele estava sussurrando


E aquele feitiço que os prendia
Era quebrado na madrugada
Quando o velho livro se abria
Ela se libertava da caixinha fechada

Com seu vestido de seda branco
A bailarina o tirava  pra dançar
Ao som melódico do piano
Ela e o poema podiam se amar

E a magia então acontecia
Pois os versos ganhavam vida
Libertando os amantes da poesia
Que se amavam até o raiar do dia.



( Além das Siglas - NLC Poesias )

7 comentários:

Lucy Mara Mansanaris disse...

Ah mas que delicadeza! Muito linda obra amiga, uma inspiração ímpar, bordada com fios de oiro, amei, parabéns!

Que essa bailarina possa rodopiar em muitos sonhos e sons...

Um beijo imenso.

Anônimo disse...

SERGIO NEVES - ...belo! ...mágico! / Meu carinho, menina.

Nilson Ferreira disse...

Me fascina, poetisa, esse seu jeito de imaginar, criando belos cenários nos seu poemas. Me amarrei no "Feitiço que se quebra as madrugadas, quando o velho livro se abria" Adorei, viu.

Samuel Balbinot disse...

Muito bom dia querida poetisa..
deste vida a esta bailarina com versos muito bem moldados..
como são mágicas as rimas né.. ler ele sente-se a sonoridade mesmo ele não sendo um soneto..
que possas tu sempre bailar como bailarina de versos ... pois isso tu faz lindamente.. beijos e até sempre Nara

Moacir Luís Araldi disse...

Sensibilidade e arte em cada verso. Fantástico teu poema. Parabéns. Tens muito talento literário.

Anônimo disse...

SERGIO NEVES - ...um sonho! ...uma fantasia mágica e poeticamente bela! / Meu carinho.

Yehrow disse...

A forma como tu exprimes a poesia é encantadora, talvez já lhe tenha dito isso, mas ser redundante nesta hora, é sinônimo de "gostaria de dirigir-lhe todos os outros elogios e adjetivos que não soube dizer. Um grande beijo do Yehrow.