frase

Palavra alguma vale o delírio de ser poema sem ser alívio...

sábado, 22 de novembro de 2014

O RIO QUE SE FOI




Preocupados em construir pontes

Com arcos a lhe enfeitar


Só isso nos interessava antes


Mas, e o rio, onde está?



O rio mudou-se,


Esqueceu-se do leito


Apagou-se...

Dormiu ao relento

E ninguém notou




Agora procuramos em vão


Uma solução


Para o rio desertor

Aqui só restaram as pedras

Polidas,

Lambidas,

Por um rio que secou


Por socorro ele gritou,

Dia a dia e eu não percebi

Um dia ele se cansou

E agora não quer mais viver aqui





5 comentários:

Angelo disse...
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Angelo disse...

Lindo poema! Me fez lembrar de A Terceira Margem do Rio, de Guimarães Rosa! Que as águas da vida estejam sempre presentes e se renovem pelos caminhos da inspiração, meu anjo! Bjossss

Nilson Ferreira disse...

ADOREI O POEMA, POETISA E... ADOREI O LEVE TOQUE DE AMBIGUIDADE. PARABENS!

Samuel Balbinot disse...

Boa tarde querida Nara.. que os rios cheios de sentimentos que correm dentro de nós não sequem jamais pois ai a vida cessará em nós e no entorno que nos cerca.. beijos querida

YAGO SILVA disse...

Lindo poesia com versos de duplo sentindo que faz com que a gente reflita.

Bjos Linda