frase

Palavra alguma vale o delírio de ser poema sem ser alívio...

domingo, 28 de setembro de 2014

VÔOS DA ALMA





VÔOS DA ALMA


Quero uma noite de céu claro

 Um rio feito de águas quentes

Um canto de pássaro raro

 Quero um sorriso contente



 A lua com um lindo riso

 De poesia completa

 A brisa com toques precisos

 No coração dos poetas



Viajar no colo do vento

Para um mundo cheio de cor

Como se minhas asas de remendo

Fossem leves como de um beija-flor



O tempo bem devagar

Acalmando as horas, os segundos...

passeando na pressa do olhar

 Disperso do mundo



E tento dizer em versos

O universo dos sonhos meus

 Mas o mundo é tão complexo

Que meu verso se perdeu



Se perdeu pra ser achado

 Nos instantes do viver

São sentidos, proclamados

 Nos labirintos do ser.



(NLC e Nil Cruz)

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

SONETO DA DESILUSÃO





Rabisquei alguns versos no papel
Com direito a rimar fantasia
 Minhas letras banhadas pelo mel
 Sonhando em fazer o amor em poesia  

 Porém meu coração desinventou
 Esquecendo dos versos de alegria
Manchados pela tinta que jorrou
Matando  toda a minha real poesia 

Com o meu poema fiz mil pedacinhos
 Todos os sonhos que nele continha
 o vento levou para outros caminhos

Agora tento só juntar letrinhas
 Para ler o que meu poema dizia
 Mas jaz pedaços na minha poesia

( NLC )

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

MORRENDO DE POESIA



Sinto as dores em minha poesia
Doerem nas pontas dos meus dedos
Mostrando todos os  meus medos
Que tentei esquecer durante dia

E dói-me intensamente 
Também as asas ... E penas
No peito, nas costas e na mente. 
Doem-me  todos os meus poemas 


E isso já é um sintoma
Do ataque, que me jogará ao chão 
Sem palavras para curar os hematomas 
E impedir essa dor de chegar ao coração! 


Não há remédio para essa tortura 
Já se transformou em lírica septicemia 
É grave e não há mais cura 
Sei que vou morrer de Poesia!... 

( NLC Poesias )

sábado, 20 de setembro de 2014

CORPO EM BRASA




Teu corpo seja brasa


E o meu a casa


Que se consome no fogo.


Um incêndio basta


Pra consumar esse jogo


Uma fogueira chega


Pra eu brincar de novo !




Alé, das Siglas - NLC Poesias

domingo, 14 de setembro de 2014

CONTRADIÇÕES





Pássaros ...


Ou passos na contramão?


Mais vale um pássaro voando


Que um passo sem direção?


Mais valem todos os passos 



Que um pássaro preso 


Por alguma mão




( NLC )

sábado, 13 de setembro de 2014

NÃO SOU PERFEITA! (AINDA BEM)


Sou forte!
Continuarei de pé, mesmo que ninguém se importe.
Às vezes doce , às vezes amarga
 Mas em  alguns dias acho que sou fraca.
 E boba. Então tenho medo...
 Preciso de um lugar pra esconder as lágrimas.
E outro pra guardar meus segredos.
Aí penso que não sou tão forte assim
E começo a ter pena de mim

Sou forte sim, mas também choro
 Sou gente, sou medrosa, ansiosa... Sou assim.
Quero ver as coisas acontecendo logo, de uma vez.
Quero errar e poder tentar outra vez
E que meus erros não me impeçam de continuar sonhando.
Quero o direito de  continuar errando,
E de novo tentando... E tentando.

( NLC )

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

ENTRE DOIS PONTOS




Entre dois pontos,
Há muitas curvas,
Muitas voltas…Muitas dúvidas!
Reinvento caminhos,
Busco um novo destino,
Antigos pergaminhos
 Muitas vezes sem sentido…
Entre dois pontos,
É preciso muito cuidado
Para não perder jamais,
O encontro marcado,
Entre horizontais e verticais.

Eu faço curvas,
Entre dois pontos,
E apreendo outros pontos
No vazio entre dois pontos.

Levando a vida em curvas,
Fugindo sempre das retas,
Que tentam ditar as regras,
Em verdades que nunca são puras...
Ainda sigo buscando
Nas curvas que tracei,
De um plano cartesiano
Onde o “ X ” eu nunca encontrei.
Seno, cosseno... Me pergunto
Por que sempre presentes aqui,
Quisera viver num mundo,
Sem tantos problemas assim.
Vivendo em busca de respostas
Calculando a razão da emoção
Onde “X “ e  “ Y “ são sempre incógnitas,
Na tangente do meu coração.
( NLC )

terça-feira, 9 de setembro de 2014

MUDARAM AS ESTAÇÕES

Chegaste frio vento da noite

Ferindo as pétalas indefesas.

Destroçando delicadezas com açoite

Chegaste tempo de incertezas...

Manchando a alegria das cores

Violentando no meio da noite as flores.

Mas há de chegar um tempo

Quando a primavera voltar

Findará todo o lamento

E a alma, de novo florescerá...

(NLC)

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

IDENTIDADE POESIA




Se o meu corpo inerte encontrarem

E dos pulsos cortados, só letras jorrarem
E poucas rimas me sobrarem...
Se nada houver para me identificar
CIC, RG ... Ou número de celular
Nesse dia só lhes peço
Reconheçam-me pelas letras e meus versos
Pois são toda a minha identidade
eles  falam na realidade
Da minha vida e de mim....
Observem  o que tem neles escrito
Pois dizem quem eu sou, e como vivo
Nos sentimentos  traduzidos
Melhor identidade não há

E se depois de lê-los
Puderem compreendê-los
Sei que irão então falar :
É ela! Conheço sua poesia!
É a poetisa que viveu a sonhar
E morreu dentro da sua fantasia.
( NLC )


quarta-feira, 3 de setembro de 2014

1/4 DE VERSOS


1/4 de versos

Sentimentos complexos
São poemas incompletos
Jogados ao ar
Como nuvem a flutuar


Palavras sem nexo
Sentimentos inversos
Letras em ebulição
Atormentando o coração



E na longa madrugada
A janela enluarada
Revela uma preguiça exposta
De buscar tantas  respostas



E os versos Jogados, dispersos
Num quase soneto
Um quarto de versos...
Seria um quarteto?


(NLC)