frase

Palavra alguma vale o delírio de ser poema sem ser alívio...

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

SEDE DE JUSTIÇA



Paira no ar uma sede de justiça 

Há um grito preso na garganta 

Queremos a balança aferida 

Um desejo que em todos se agiganta: 

Que o dono do dinheiro na Suíça 

O motorista que matou embriagado 

Como aquele que se omite por preguiça 

De uma mesma forma sejam julgados 

Com o mesmo peso e a mesma medida 

Que a lei que hoje julga o engravatado 

Sem subterfúgio ou regalia 

Seja a mesma que condena o favelado. 

Que as algemas que prenderam o estudante 

Que lutava pela sua educação 

Seja usada daqui por diante 

Nos pulsos que praticam a corrupção. 

Que o ditado popular seja mudado 

Que caiam as vendas, e afiem a espada!!!! 

Que a impunidade tenha o fim decretado 

Que nossa dignidade seja resgatada 

Que a vergonha que hoje nos cobre 

E causa a todos indignação, 

Não importa se ricos ou pobres 

Nem a cor, sexo ou religião 

É o povo que agora se descobre 

Somos nós os donos dessa nação!!

(Além das Siglas- NLC Poesias)

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

MEU ABRAÇO



Enlacei meu corpo num abraço
vários nós presos num só laço
num espaço que agora é só meu
Resto de esperanças e cansaços
Misturados nesse todo que sou Eu...

Como dança que chega ao seu fim
descanso agora os meus passos
cansaço toma conta de mim
envolta em vários laços
O meu corpo e o meu Eu, enfim!


E no laço em que me enlaço
Encontro a mim mesma e então
Poder estender meu abraço
Ao meu próximo,ao amigo,ao irmão...


NLC Poesias

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

A BAILARINA


A BAILARINA


Havia uma linda bailarina 
Numa caixinha se encontrava,
Ao dar-lhe corda a tampa se abria,
Ao som da musica ela dançava.

Rodopiava a linda bailarina 
Em teus movimentos fantasticos,
Encantava os olhos da menina,
Que não sabia que era de plástico.

Nesses movimentos tão mágicos 
Escondia-se a tua tão triste sina,
E enganava os olhos da menina.

Pois nessa caixinha a bailarina
Sonhava em ser aquela menina,
Que livre, era feliz e não sabia!!

NLC Poesias

domingo, 6 de dezembro de 2015

EM VERSO E PROSA




Serei tua em verso e  prosa
Num  poema úmido de paixão
Serei tua,  e minha úmida rosa
Desde o desabrochar  do botão


Quando me vestir de versos serei tua
Quando traduzir metáforas de mim
Quando arrepiar minha  pele nua
Tocada por teus verbos e rimas enfim

Despir-me-ei e me despedaçarei
Nas  frases  incompletas em  meus versos
Nas estrofes que pra ti eu criei
Corpos celestes habitando  esse universo

Serei tua desde o meu  princípio
No  poema rasgado de desejos, assim
As  minhas  letras úmidas  desde o inicio
De desejo... Serei  tua até o Fim...

NLC Poesias

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

AS CORES DO AMOR




Se um dia as cores se apagarem
E tudo ficar confuso e cinzento
Se os  sentimentos  desbotarem
E o canto virar apenas lamento


Se um dia  poeta e poesia
Não comporem mais em sintonia
 Nem em versos e rimas de paixão

Com palavras que nasciam do coração

Usaremos a  tinta da compreensão
E mudaremos nosso mundo sem cor
Pintaremos assim com exatidão
Descobrindo novas cores para o  amor


E assim a gente aprenderia
Sem medos e sem dores
A ser pra sempre poeta e poesia
E pintar a vida de outras cores


Descobrindo assim todo  dia

Motivos que nos façam inventar
Novas rimas, para que a poesia
E o poeta, com amor possam versar.


NLC Poesias

terça-feira, 24 de novembro de 2015

PERDI-ME





Eu tinha um velho álbum de fotografia



Onde estão as lembranças do que perdi


E relembro a menina que fui um dia

E que hoje anda tão longe de mim


De um olhar inocente e sorriso confiante

Tinha sonhos que na memória eu guardei

Conceitos e valores que eu conhecia antes

E hoje por onde anda , eu já nem sei



Espantoso é constatar que só agora percebi

O álbum que continha o meu olhar e o sorriso

Nos caminhos por onde andei, eu o perdi

E dele me esqueci, sem eu me dar por isso


E doeu-me muito perceber e relembrar

Deram-me as lembranças e a memória

Despedi-me de mim sem mesmo notar

Que em algum lugar deixei a minha história


Eu tenho pena da menina do retrato

E choro ao lembrar o sorriso que ela tinha

Perderia em algum lugar do meu passado

A alegria, a inocência , a confiança... E ela nem sabia

(NLC Poesias)

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

TSUNAME DE LAMA




Desceu o rio de lama

Num rastro de destruição

Era lama de minério

Inundando casas e a plantação

Fez da cidade um cemitério

Engolindo tudo em seu lamaçal

Barragem de rejeitos rompida

Desastre nunca visto igual

Destruiu tudo que tem vida

Maior catástrofe ambiental.

E no Rio, Doce de outrora

A lama impiedosa desaguou

Afetando tantas cidades agora

Na época que a piracema chegou

E os peixes que vieram procriar

Num rio de lama pereceram

Milhares boiando a agonizar

No meio da lama morreram

Destruída toda uma cadeia alimentar

Plantas e animais que desapareceram...

E agora segue para o mar

Um rastro de destruição deixando

Que multa nenhuma pode pagar

De Minas ao Espírito Santo

O dinheiro não pode comprar

A natureza violentada que clama...

E ficará pra sempre na memória

Como o tsuname de lama

Marcando assim a   história

Da nossa triste Mariana

(NLC Poesias)



*Piracema é o nome dado ao período de ovada dos peixes, quando eles sobem os rios até suas nascentes para desovar .

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

IDEAIS... ONDE ESTÃO?




Dormem no papel

Meus ideais cansados

De promessas vãs 

Meus desejos sufocados

Em tantos amanhãs

Meus sonhos adormecidos

Num verbo mal conjugado

De valores corrompidos 

Do poder engravatado

E minha pátria amargurada

Ferida de morte definha 

Sem escrúpulos usurpada 

De forma vil e mesquinha

Sufocada pela indignação

Do verde e amarelo se despiu

Do poder impune, humilhação

Que hoje se cobre o meu Brasil!! 

(NLC Poesias)

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

SOU MELODIA






Sou melodia composta

De sussurros e gemidos

E por toques precisos 

Que compõem cada nota 



Sou instrumento de corda 

Nas mãos de hábil regente 

Que com destreza me toca 

E desperta meu ritmo quente 



Num toque intenso e preciso 

De um dedilhar cadenciado 

Encontro na melodia regozijo 

Para o meu corpo extasiado!! 


NLC Poesias

Também em Áudio

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

ESPERO-TE



Espero-te numa noite de magia

Espero-te na madrugada sem lua 

Vestindo apenas a minha poesia

Guardei para ti a minha rima nua


Quero-te num sentir desordenado

Corpo e alma num desejo insinuante

Em gemidos e carinhos alucinados

Quero-te agora, nesse instante.


Chegue como um vento embriagado

Se espalhando todo à minha volta

Acolha os meus desejos segregados

Leve as dúvidas, traga-me só respostas...


NLC Poesias


quarta-feira, 7 de outubro de 2015

FLORES DISTANTES



Eu colho flores distantes 
Nascidas em outros jardins 
Tão perfumadas, inebriantes 
Que as sinto perto de mim 

Recolho pra junto do peito 
Carrego com todo cuidado 
São flores de amor-perfeito 
Que crescem por todo lado 

E faço um buquê colorido 
Amarro com laço de fita 
Em cada flor um amigo 
Nesse jardim chamado vida 

E nessas flores espalhadas 
Por este mundo sem fim, 
Eu encontro anjos e fadas, 
Cuidando um pouco de mim

NLC Poesias  & Artur Macedo

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

A PRINCESA DESENCANTADA



Um conto de fadas desencantado

Que a carochinha nunca contou

O príncipe, era um ogro disfarçado

E a princesa aborrecida se tornou



Dormira por séculos, enfeitiçada

Na torre mais alta do seu castelo

Onde fora pela vida aprisionada

Escondendo seu desejo tão secreto


A princesa sem carinho nem beijo

Foi acordada com um bruto safanão

Lançar-se janela abaixo, seu desejo

Espalhar-se em caquinhos pelo chão



E a princesa entendeu naquele dia

Que a vida não é um conto de fadas

Que príncipe encantado não existia 

Deixou a torre e seguiu a sua estrada.



NLC Poesias

terça-feira, 29 de setembro de 2015

SAUDADE DE MIM


No velho álbum de fotografia

Entre as páginas eu encontrei

Na foto aquela que fui um dia

Hoje por onde anda eu não sei



Tinha cabelos livres ao vento

E um sorriso despreocupado

Onde deixei já não me lembro

Já perdeu-se em meu passado



Saudade de andar por uma estrada

Do aroma de flores daquele jardim

De passeios em tardes ensolaradas



Saudade eu sinto de dias assim...

E de repente percebo assustada

Estou é com saudades de mim!

NLC Poesias




quinta-feira, 24 de setembro de 2015

DORES REAIS


Encontrei uma armadura

Imune à espada e punhal

Revestida de amargura 

Sobrevive graças  ao metal.

São punhais bem afiados

Suas armas de defesa

A dureza dos seus atos

Faz parte da fortaleza.

Eu já procurei desvendar

Mas nunca tive certeza

Se poderia pousar...



Usei minhas asas de cristal

Pintadas de várias cores

Pois nessa selva digital

São reais também as dores


NLC Poesias

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

CHUVA DE AMOR


CHUVA DE AMOR



Tentei agarrar uma nuvem, dessa vez 

E transformá-la em uma poesia, 

Na esperança que chovesse versos, e talvez

Uma tempestade de amor nos inundaria



E quando a brisa a tocasse, faceira 

Como uma doce massagem,

Faria dela terna mensageira,

Das mais lindas mensagens 



E choveria delicadamente,

Gostas de poemas e amor,

Assim encharcaria completamente

Esse solo ressecado de rancor.


(NLC Poesias)

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

DIAGNÓSTICO




Em minhas costas um peso !!!

É por causa das asas paradas

Causadas pelos meus medos...


(NLC Poesias)




sábado, 19 de setembro de 2015

NECESSÁRIA POESIA





A poesia não reside na utilidade. 

Ela não está no sol da planta que floresce, 

nem no vento funcional de um moinho. 

Poesia não está na água vital, 

no necessário copo d'água cheio de vida. 

A poesia não ama aquilo que funciona. 



A poesia é pra ser sentida.

É vista somente com o coração

É o que deixa mais leve a vida

E tão necessária quanto o pão

É olhar a beleza que está contida

No resultado de cada ação.



A poesia ama a água da pedra quicando na lagoa, 

ama a pedra das ondas de água na lagoa. 

Poesia ama o vento da brisa na face, 

ama a face dos cabelos perdidos no vento. 

A poesia ama toda a excrescência, 

que, mesmo inútil, não se abdica.



Na inutilidade de tudo sentir

A poesia renasce em cada gesto

Inspirando assim todo o existir

Onde pedra, água e vento viram versos

E a harmonia que habita a natureza e tudo enfim

São partes que compõem o mesmo universo 

(NLC & Marcel Beliene)



terça-feira, 15 de setembro de 2015

ORGASMOS POÉTICO


PASSO A PASSO


Como nota sem rumo numa canção
Ave sem pouso, barco sem porto
Por tantas vezes senti meu coração
Um pouco triste... Um pouco Morto.


Mas passo a passo eu prossegui
Em um chão feito de espinhos
Com passos lentos e certos consegui
Percorrer esse e difícil caminho...
(NLC)

domingo, 13 de setembro de 2015

letras minúsculas



Dos meus olhos caíram ideias equivocadas

Caíram rastros das metáforas minhas

Caíram letras minúsculas, cansadas

Caíram cadentes estrelas pequeninas 



E rolaram em gotas como um denso rio

Quentes a queimar a minha pele sem tom

Deixando marcas em meu rosto pálido e frio

Molhando os meus lábios sem batom

(NLC)

terça-feira, 1 de setembro de 2015

O DIA EM QUE O SOL NÃO NASCEU


Foi no escuro que acordei

E não vi o sol no horizonte

Procurei por todo lado não achei

Talvez estivesse atrás do monte

Ou no meio do arvoredo

Sei lá! Não o encontrei

Temo que hoje ele não virá



Esperei o sol por todo o dia

Por onde ele anda eu não sei

Para iluminar minha poesia

Mas em lugar algum o achei.

E por isso não existe alegria

Nas estrofes e rimas que versei.

(NLC POESIAS)

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

BORBOLETA



Inocente
se debate 
Insistente.
Na persiana,
Se embaraça
De voar tem esperança
Se machuca
no cristal esvoaça,
Enroscada na vidraça.
Despedaça suas asas


Vendo o mundo lá fora
Quase pede, implora...
Quer ser livre, quer o vento
Pra esquecer todo lamento
E ter asas pra voar...



E a borboleta
submissa e obediente
De repente
virar a bruxa,
tão malvada
Dissimulada
Quer voltar a ser lagarta
No casulo se esconder...
NLC

terça-feira, 25 de agosto de 2015

A ILHA E O MAR





O mar ama e deseja 
Desaguar em mil sentidos 
Enquanto abraça e beija 
Seu amor quase proibido.

Percorre-a costa a costa,
De uma forma insinuante
Faz do jeito que ela gosta
E ficam loucos naquele instante

E envolve por completo 
Em movimentos atrevidos 
De desejos inconfessos 
Arranca-lhe doces gemidos

Num vai e vem cadenciado 
Feito carícias pelo corpo, 
Mar de ondas apaixonado 
Possuindo-a pouco a pouco

De forma intensa e gostosa 
Seduzindo entre mil beijos 
Tuas enseadas caprichosas, 
Banhada pelas ondas de desejo 

Penetrando terra adentro 
Provoca sua areia molhada, 
Mar de intensos movimentos 
Deixa-a cansada e saciada

E vertendo os sentidos
Estremece toda a terra 
Soltando doces suspiros 
No corpo que esta ilha encerra!!


(NLC Poesias)