frase

Palavra alguma vale o delírio de ser poema sem ser alívio...

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

CANSAÇO




Embrulhei meus sonhos em papel de seda
E guardei as asas de sonhar desperta
Abri janelas que dão para ruas desertas
Onde eu nunca pisei…
Eram sonhos leves e coloridos
Mas em dias tão aflitos
Sem querer os desbotei
Fiz da rocha a minha cama
Onde descanso todo o drama
Num corpo moído e em frangalhos
Há uma alma que reclama…
Esqueci todas as palavras
Que trazia em pensamento
O cansaço tomou conta de mim
E adormeci...


Doeu-me o vazio  da alma
De onde tanto me ausentei.
Rabisquei poemas numa folha em branco
Mas nunca os terminei.
Sussurrei,
Engoli o pranto, me calei.
Desejos e sonhos embrulhei
Como promessas eu os guardei
Junto àquelas que eu nunca realizei…
Embrulhei as palavras
Em papel de seda, fiz um laço
E nunca mais as libertei


NLC

Um comentário:

Unknown disse...

Poetizar dessa forma meiga o que vem de dentro extrapola a verdade que há na Poeta. Parabéns pelo que produzistes, NLC!

Emmanuel Almeida