frase

Palavra alguma vale o delírio de ser poema sem ser alívio...

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

FOGUEIRA DOS DESEJOS


Acendeu-me num sopro de seda
inventou-me um fogo novo
Fez de mim chispa e labaredas
viciou-me no teu jogo

Inflamou-me com teu fogo brando
Ateou-me em chama ardente
Fez-se em mim fagulha vibrando
De malícia incandescente

Aqueceu-me em brasas abundantes
Incendiou-me com teus beijos
Fez de mim fogueira crepitante
De carícias e desejos

Consumiu-me em delírios e prazer
Incendiou-me de paixão e ardor
Fez em mim larva incandescer
Inundou-me de intenso fulgor


Extinguiu-me em morno abraço
Saciou-me em chamas tranquilas
Apagou-me num longo orgasmo
Repousou-me  em meio às cinzas

(NLC)

2 comentários:

Ana Bailune disse...

uau!
Lindo, forte e inspiradíssimo!

José Benício disse...

Lindos e incandescentes versos,,, o final está maravilhoso,,, a cereja do bolo,,,
Sempre com a inspiração à flor da pele.
Bjs