frase

Palavra alguma vale o delírio de ser poema sem ser alívio...

quinta-feira, 5 de março de 2015

LUZ DE PIRILAMPO




Tantas lembranças moram


Nas noites em que teço versos


São linhas de rimas que afloram


Tornando o poema completo



Perco-me em pensamentos


Lembrando noites inocentes


De tão leves sentimentos


Em céus de estrelas reticentes



Em letras de pequenos pirilampos


Desenhei meu poema tão comprido


Como pequenas luzinhas piscando


Iluminando meu telhado de vidro.



E quando a madrugada chegou


Observei o céu dessa noite estrelada


Pareciam brincar de “o mestre mandou”


Brilhavam juntas, como estrelas adestradas



As letrinhas incomodaram as estrelas


Que não  queriam vê-las  brilhar


Mas ao final da noite puderam vê-las 


Sendo iluminadas pelo brilho do luar




Agora voam livres as letrinhas pirilampos
Piscando e brilhando pelo universo
Mas ainda pousam aqui de vez enquanto
Para  compormos juntas novos versos

NLC POESIAS

3 comentários:

Luisa Carvalho disse...

Passando e desejando-lhe muitas felicidades...Continue. Sua poesia é muito especial.
bjs de:sempreLuZ.

Angelo disse...

Um poema tecido com maestria e entrelinhas sugestivas, que nos levam a captar o sentido mais poético destas rimas que afloram no céu de tua inspiração!!! Parabéns, linda! Arrasou!!!

Anônimo disse...

SERGIO NEVES - ...brilhante! / Carinhos.