frase

Palavra alguma vale o delírio de ser poema sem ser alívio...

quarta-feira, 15 de julho de 2015

O VERSO E A POESIA



A poesia beijava a boca molhada 
Como saliva não saboreada

Deixava perdido o verso
Entre a palavra e o nada
E nascia o desejo secreto
De ser o tudo da rima perfumada.

Beijava o verso a poesia
Deixando-a de emoção arrepiada
Ele nela, crescia e envolvia
Sentia a pele de rimas, inundada.

Declamava o verso na madrugada
E tocava a poesia enamorada
Beijava-lhe entre as palavras
Bebia-lhe uma sede misturada

E deixava as letras rimadas 
No prazer da língua molhada.

E o verso na boca sem malícia
Beijava a palavra desnudada
Primavera em rimas e carícias 
Jorrava poesia nunca acabada.

NLC

6 comentários:

RONALDO RHUSSO disse...

Encantado!

Vania Maria disse...

Um encanto de poema!!!

Samuel Balbinot disse...

Bom dia poetisa querida..
que tanto o verso quanto a poesia sempre se completem e continuem em vc a nos encantar...
bjs e feliz sempre Nara

Anônimo disse...

SERGIO NEVES- ...tudo magicamente belo,...a ilustração e o poema!!! / Carinhos.

Alexander disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Yehrow, Adônis, ou quem quiser eu seja. disse...

Saborear o inacabado... Deixa estar um gosto e um querer mais. O que restou dito, pelo inaudito, somente excede em ser bonito por ficar assim sem o dizer. A majestade de sua poesia minha reverência.