frase

Palavra alguma vale o delírio de ser poema sem ser alívio...

terça-feira, 28 de julho de 2015

POESIA NA PELE




A poesia em minha pele
Adere
Gruda, vicia, insere...
Mas não trapaceia
Não diz o que não sente
É como sangue nas veias...
Às vezes quando cala consente.
Visto-me de versos todo dia
E ando pela casa só de meia...


É um vestido justo, a poesia
Modela, revela, aperta
E às vezes acaricia
Valoriza as curvas, insinua
Mas protege o essencial.
Esconde nas vírgulas a alma nua
E se derrama num poema surreal

(NLC)

2 comentários:

Yehrow, Adônis, ou quem quiser eu seja. disse...

Esplendor "além das siglas"! Lindíssima poesia! Boa noite.

Anônimo disse...

SERGIO NEVES - ...um primor!!! / ...ler (a) poesia na tua pele,...ah! ...é ir aos céus! / Meu carinho.