frase

Palavra alguma vale o delírio de ser poema sem ser alívio...

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

DESAGUANDO





Deságuam hoje os meus versos 

E morrem nas folhas em branco

Deságuam de mim tantos verbos 

Do tempo que vou conjugando

De tantos sentimentos secretos

Que os meus olhos vão inundando 



E percorrem caminhos lendários

Pingam dos versos e se enterram 

Caladas, morrem entre os lábios

Nos túmulos dos meus cemitérios

Em versos vazios e solitários 

No frio dos meus invernos

(NLC)

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