frase

Palavra alguma vale o delírio de ser poema sem ser alívio...

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

SEDE DE JUSTIÇA



Paira no ar uma sede de justiça 

Há um grito preso na garganta 

Queremos a balança aferida 

Um desejo que em todos se agiganta: 

Que o dono do dinheiro na Suíça 

O motorista que matou embriagado 

Como aquele que se omite por preguiça 

De uma mesma forma sejam julgados 

Com o mesmo peso e a mesma medida 

Que a lei que hoje julga o engravatado 

Sem subterfúgio ou regalia 

Seja a mesma que condena o favelado. 

Que as algemas que prenderam o estudante 

Que lutava pela sua educação 

Seja usada daqui por diante 

Nos pulsos que praticam a corrupção. 

Que o ditado popular seja mudado 

Que caiam as vendas, e afiem a espada!!!! 

Que a impunidade tenha o fim decretado 

Que nossa dignidade seja resgatada 

Que a vergonha que hoje nos cobre 

E causa a todos indignação, 

Não importa se ricos ou pobres 

Nem a cor, sexo ou religião 

É o povo que agora se descobre 

Somos nós os donos dessa nação!!

(Além das Siglas- NLC Poesias)

Um comentário:

Anônimo disse...

SERGIO NEVES - ...hoje eu não vim aqui pra comentar esse teu poema,...sagaz, perspicaz, pertinente, oportuno, digno,...e, poeticamente muito bonito! / ...eu vim pra te desejar um FELIZ NATAL e um ANO NOVO repleto de boas realizações,...que esses sejam para ti tempos de verdadeiras, saudáveis e felizes renovações,...que os céus te abençoe sempre!