frase

Palavra alguma vale o delírio de ser poema sem ser alívio...

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

ME DEIXA SER EU





Escondida dentro de mim
Há uma parte que sempre quer ir
Para muito além do que há aqui
Viver a  vida que ainda não vivi.

Vestida de pontos de interrogação
Caminho à sombra da indecisão
Com estoques de sonhos guardados
Mantenho meus olhos fechados.

Mas em noites estreladas eu sentia
Acordando em mim a poesia
E sabia que ela não me abandonaria
E em versos e rimas me transformaria

Não sei se as estrelas o meu destino sabiam
Dos meus bolsos todas as certezas caíram
E o que restou para depois de amanhã
São apenas palavras  loucas e vãs.

Vontade de voltar a ser eu mesma todo dia
E viver escondida nas letras da minha poesia
Transformando-me em versos ao amanhecer
Sendo apenas eu, do jeito que eu posso ser.

NLC

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

DEIXA ESTAR

 

Deixa pra lá

Faz de conta

Que tá bom assim.

Talvez, por acaso

Amanhã ou depois

A gente se encontra por aí. 

Que seja por acaso

Ou sorte, eu nem sei.

Deixa, não liga

Não ligo também...

Deixa pra lá

Deixa estar.

Você por ai,

Eu sigo daqui

Sem rastros, laços ou lembranças

É fácil matar a  esperança

Que um dia cismou de nascer

Até pensou em florescer...

Mas sem profundas raízes

Sem momentos felizes

É mais fácil esquecer.

Deixa pra lá

Deixa estar.

Você por aí

Eu sigo daqui

Melhor assim...

(NLC)

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

AUSÊNCIA







Parece saudade... 

E dói um pouquinho. 

Sou eu sem metade, 

Faltando um pedacinho.


Parece distante... 

E sozinha me acho. 

Mas sei como antes: 

Estás sempre ao meu lado.


Parece pecado... 

Essa saudade da gente. 

Sem ti não me acho:

saudade de te ter aqui presente!


Parece mentira 

daquelas bem tristes!

Não sou mais menina, 

E tu já partiste!


Parece tão perto,

em noites escuras 

E atravesso desertos, 

Sentindo em minhas mãos as tuas...


Parece tristeza, 

Mas é só um vazio. 

Um porto de incertezas 

Para atracar meu navio.


Parece passado...

Mas algo me diz: 

São as lembranças que guardo 

Que me fazem feliz!


Parece presente...

caminhas comigo! 

A minha alma te sente:

meu refúgio e abrigo!


Parece saudade,

mas minha alma sorri!!!

Motivo de felicidade, 

Pois sou parte de ti...


(Além das Siglas - NLC Poesias)

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

CONJUGANDO MEUS DESEJOS



Conjugou-me  por um momento

Os desejos escondidos em rimas

Traduziu minhas siglas e sentimentos

Explorando as minhas linhas

Mordeu-me o  pescoço ...Suspirei vogais.

Despiu-me os substantivos

Sugou-me  todos os verbos

Lambeu-me  os versos

Soletrou minhas rimas atrevidas

Percorreu o corpo da minha escrita

Beijou-me todos os  adjetivos

Se apossou da minha  prosa aberta...
Seduziu-me em verso

 Palavras firmes e grandes.

Vibrando em mim ao final do texto

Leu-me até raiar o dia
 jorrou em mim sem pretexto


Lavando de gozo minha poesia...


(NLC)

domingo, 18 de janeiro de 2015

QUIMERAS




No mundo  da poesia
Monstros e magias
Se misturam plenamente
Há personagens inventadas
Que sofrem com  vilões imaginados
Mas sempre vencem no fim
Quisera ser uma das princesas encantadas,
Fazer adormecer  sentimentos desencantados
E florescer os espinhos que vivem em mim...

NLC

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

PALAVRAS MENINAS



PALAVRAS MENINAS

Trago comigo palavras
Que juntei pela estrada
Palavras de se guardar calada
Pois dizem tudo ou quase nada

E por ainda não saber
Guardei as palavras por dizer,
Pois eram tão pequeninas
Palavras ainda tão meninas

E eu tentei proteger
Não as queria maltratar
Magoar e nem usar
Por isso hesitava em dizer...

E guardei minhas palavras
Pois se recusavam a crescer
Mas em meu peito desaguava
A dor de não as dizer

NLC

CANSAÇO




Embrulhei meus sonhos em papel de seda
E guardei as asas de sonhar desperta
Abri janelas que dão para ruas desertas
Onde eu nunca pisei…
Eram sonhos leves e coloridos
Mas em dias tão aflitos
Sem querer os desbotei
Fiz da rocha a minha cama
Onde descanso todo o drama
Num corpo moído e em frangalhos
Há uma alma que reclama…
Esqueci todas as palavras
Que trazia em pensamento
O cansaço tomou conta de mim
E adormeci...


Doeu-me o vazio  da alma
De onde tanto me ausentei.
Rabisquei poemas numa folha em branco
Mas nunca os terminei.
Sussurrei,
Engoli o pranto, me calei.
Desejos e sonhos embrulhei
Como promessas eu os guardei
Junto àquelas que eu nunca realizei…
Embrulhei as palavras
Em papel de seda, fiz um laço
E nunca mais as libertei


NLC

sábado, 10 de janeiro de 2015

AMORES E DESEJOS PROIBIDOS




Amor proibido... 

Excitante é fazer-se permitido

Porque quanto mais proibido

Mas acende e desperta a libido


Excitante é experimentar 

Brincar de seduzir
E traduzir
O desejo de amar


Saber que amar não é pecado

Deixar o vapor de amor fluir

Ter o corpo quente e suado

Suspirar gostoso e usufruir


Entre a promessa e a entrega
Toda fantasia é permitida
Mil loucuras sem reserva
Só palavras e carícias atrevidas



Desejar com ânsia e prazer 

Como instrumento de corda ser tocada

Dedilhada com ousadia ser amada

Gemer uma melodia fazer o solo tremer


E num jogo de amor

Onde o “não” pode ser sim

Gemidos de prazer e quase dor

Desejos inconfessos a traduzir


Desvendando o inconfessável 

Realizando o fetiche sustentável

Excitar com tentação seminua

Dançar na magia d’alva lua nua...




Palavras e suspiros ao ouvido
Movimentos insanos e devassos
Os gemidos viram gritos
Quando o corpo explode em orgasmos

  
NLC & Son dos Poemas

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

CORAÇÃO



O meu coração desenhei
Num papel fora do peito,
E ao mundo ofertei.


Mas ninguém se deu por isso 

E meu coração entristecido, 
Amarrotado foi parar no lixo .



E nunca mais eu confiei
 Nem em papel de seda
Nunca mais meu coração desenhei
Sem fazer uma legenda ...

 



 

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

DE VOLTA À INOCÊNCIA



Para nos encaixar nesse mundo
É preciso amadurecer, crescer... Ser
Vestir roupas de adulto
E deixar a criança adormecer

Crescemos demais...
Esquecemos da simplicidade
Da amizade
Das flores e dos animais


Crescemos demais
Perdemos a inocência
Perdemos a paz
Perdemos nossa essência


Criamos um mundo prático
Onde as pessoas se tornam descartáveis
Os sorrisos são de plástico
Somos adultos fúteis!



Escondidos atrás de máscaras
Que nos obrigam a usar
Os sentimentos tornam-se nada
Quem vai se importar?


Ficamos maduros
E os sentimentos apodrecidos
Tornamo-nos inseguros
Egoístas e distraídos.



E há um abismo profundo,
Quando olho para dentro de mim
Sinto vertigem de ser adulto
Pois em algum lugar eu me perdi


E com tantos descaminhos
A gente segue e deixa a vida para trás
Buscamos flores entre os espinhos
Nas lembranças de um tempo que não volta mais.



Saudade da lua cheia da minha infância,
Das histórias contadas em noites escuras
Iluminavam meus sonhos de criança
E agora nada ilumina minhas noites adultas



Quero voltar àquela menina sapeca
Dos sonhos 
Dos olhos risonhos
Que brincava de bonecas...



Quero de volta a poesia
E viajar nas asas do vento
Encontrar a menina que  fui um dia
Há muito... Muito tempo



Quero uma vida de verdade
Na intensidade, poesia plena
No fundo eu só quero ser grande
Sem deixar de ser pequena.



NLC  &  ABÁ MORENA

sábado, 3 de janeiro de 2015

REFÉM DE UMA PAUTA


Em dó maior eu me perdi
Chorando em claves ,minha sina
Minhas dores e dissabores canto aqui
À procura de um tom que me defina.

Com meus risos, minhas crenças
Que me enfeitem como rendas
E disfarcem meus problemas
Que me prendem feito um nó.


Sou refém de uma  pauta
Que num canto sem tenor
Sem querer desafinou
Quisera ser re-musicada...
E sonhei haver um maestro
Que numa sinfonia encantada
Refizesse minha partitura
E me entoasse com ternura...
E talvez ao me dedilhar
Com suas notas doces e serenas
Eu pusesse então entoar
Mesmo que uma canção apenas...

NLC