frase

Palavra alguma vale o delírio de ser poema sem ser alívio...

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

IDEAIS... ONDE ESTÃO?




Dormem no papel

Meus ideais cansados

De promessas vãs 

Meus desejos sufocados

Em tantos amanhãs

Meus sonhos adormecidos

Num verbo mal conjugado

De valores corrompidos 

Do poder engravatado

E minha pátria amargurada

Ferida de morte definha 

Sem escrúpulos usurpada 

De forma vil e mesquinha

Sufocada pela indignação

Do verde e amarelo se despiu

Do poder impune, humilhação

Que hoje se cobre o meu Brasil!! 

(NLC Poesias)

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

SOU MELODIA






Sou melodia composta

De sussurros e gemidos

E por toques precisos 

Que compõem cada nota 



Sou instrumento de corda 

Nas mãos de hábil regente 

Que com destreza me toca 

E desperta meu ritmo quente 



Num toque intenso e preciso 

De um dedilhar cadenciado 

Encontro na melodia regozijo 

Para o meu corpo extasiado!! 


NLC Poesias

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segunda-feira, 12 de outubro de 2015

ESPERO-TE



Espero-te numa noite de magia

Espero-te na madrugada sem lua 

Vestindo apenas a minha poesia

Guardei para ti a minha rima nua


Quero-te num sentir desordenado

Corpo e alma num desejo insinuante

Em gemidos e carinhos alucinados

Quero-te agora, nesse instante.


Chegue como um vento embriagado

Se espalhando todo à minha volta

Acolha os meus desejos segregados

Leve as dúvidas, traga-me só respostas...


NLC Poesias


quarta-feira, 7 de outubro de 2015

FLORES DISTANTES



Eu colho flores distantes 
Nascidas em outros jardins 
Tão perfumadas, inebriantes 
Que as sinto perto de mim 

Recolho pra junto do peito 
Carrego com todo cuidado 
São flores de amor-perfeito 
Que crescem por todo lado 

E faço um buquê colorido 
Amarro com laço de fita 
Em cada flor um amigo 
Nesse jardim chamado vida 

E nessas flores espalhadas 
Por este mundo sem fim, 
Eu encontro anjos e fadas, 
Cuidando um pouco de mim

NLC Poesias  & Artur Macedo

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

A PRINCESA DESENCANTADA



Um conto de fadas desencantado

Que a carochinha nunca contou

O príncipe, era um ogro disfarçado

E a princesa aborrecida se tornou



Dormira por séculos, enfeitiçada

Na torre mais alta do seu castelo

Onde fora pela vida aprisionada

Escondendo seu desejo tão secreto


A princesa sem carinho nem beijo

Foi acordada com um bruto safanão

Lançar-se janela abaixo, seu desejo

Espalhar-se em caquinhos pelo chão



E a princesa entendeu naquele dia

Que a vida não é um conto de fadas

Que príncipe encantado não existia 

Deixou a torre e seguiu a sua estrada.



NLC Poesias