frase

Palavra alguma vale o delírio de ser poema sem ser alívio...

terça-feira, 7 de junho de 2016

CHOVO-ME




Nos dias de tempestades e ventanias

Escondida entre as nuvens dos meus versos

Eu me visto e me alimento de poesias

Me (re)invento  conjugando novos verbos


Nesses dias tão tensos e nebulosos

Escondida ente nuvens carregadas

Sinto  raios cortando os céus ruidosos

Então eu chovo, em poesias condensadas...


Em um verbo atmosférico e impessoal

Lavo as dores com palavras molhadas

E por ser um fenômeno antinatural

Não entendem minhas letras encharcadas


Mas eu insisto: Eu chovo sim!!!

E também relampejo e vento

Nos meus versos eu chovo em mim

Com rimas frias e gotejantes que invento



Chovo de modo intenso,sou feito temporal

Derramando-me  nas  gotas intensamente

E mesmo sem concordância verbal 

Eu chovo, chovo indefinivelmente


Além das Siglas - NLC poesias

2 comentários:

Cidália Ferreira disse...

Resumi numa palavra apenas! SUBLIME

Beijo e um excelente dia.

Coisas de Uma Vida 172

Teacher Angelo disse...

A DOCA, O CAIS & O RIO
(p/ vc meu anjo)


Um gesto concreto imerso na abstração / um poema / um tema / uma vida / em construção

Uma rima / tão íntima / a desaguar / na imensidão

Como rios / serenos / a velejar / na escuridão

Transversos / elos / eles são

a doca / o cais

o céu / e o clarão

Uma poesi(a)cesa em ti (tão) intensa

és

então

um anjo de asas, teus versos exalam...

i
n
s
p
i
r
a
ç
ã
o