frase

Palavra alguma vale o delírio de ser poema sem ser alívio...

sexta-feira, 24 de junho de 2016

O BARCO DOS MEUS SONHOS



Nos momentos em que já quis morrer 
Cheguei ao fundo do poço, sem saída 
Sempre o meu coração voltou a crer 
E trouxe-me de volta para a vida... 


Nos momentos em que eu fui tão fundo 
E me afoguei em densa realidade 
Foi o lado mais doce do meu mundo 
Que aplacou toda a minha tempestade... 


Na balança confusa um coração 
Em busca de algum porto pra atracar 
Eu procuro algo mais que uma ilusão 

Motivos que me façam navegar 
E sonhos dos quais não vou abrir mão 
Me sustentam, e assim vão me salvar 


Além das Siglas - NLC Poesias 










segunda-feira, 20 de junho de 2016

VERSOS IMPETUOSOS


Então sinto-me livre de novo
Com minha poesia libertina
Fogo que me queima o corpo
Arrepiada de adrenalina...

Escrevo um verso impetuoso
De subversiva palavra inundada
E sinto incendiado o meu corpo
Inundado por letras molhadas

Assim toca-me a palavra inflamada
E arrebata-me em brusca inspiração
Sutilmente pela língua deslizada
Quente lambendo os meus vãos

Lubrificando a minha poesia
Incendiando a minha imaginação
Desnudando a minha fantasia
E vestindo-me de doce paixão

(NLC Poesias)

quarta-feira, 15 de junho de 2016

LETRAS CARINHOSAS



Tua voz tem o aroma de mil rosas
Em teu perfume embriago-me de vida
Quero contigo noites mais preciosas
E adormecer em teus braços querida; (SB)

Visto tua alma com cores formosas
És uma primavera colorida...
Jardim de sonhos, de flores viçosas...
De pureza sem fim, enaltecida; (SB)

Com palavras tão belas e amorosas
Escreveste alegria em minha vida
Trazendo doces letras carinhosas (NLC)

Inda que tanto inverno em mim persista
Pois Fizeste a minh’alma já chorosa
Encontrar a esperança antes perdida (NLC)

Samuel Balbinot & NLC Poesias

terça-feira, 7 de junho de 2016

CHOVO-ME




Nos dias de tempestades e ventanias

Escondida entre as nuvens dos meus versos

Eu me visto e me alimento de poesias

Me (re)invento  conjugando novos verbos


Nesses dias tão tensos e nebulosos

Escondida ente nuvens carregadas

Sinto  raios cortando os céus ruidosos

Então eu chovo, em poesias condensadas...


Em um verbo atmosférico e impessoal

Lavo as dores com palavras molhadas

E por ser um fenômeno antinatural

Não entendem minhas letras encharcadas


Mas eu insisto: Eu chovo sim!!!

E também relampejo e vento

Nos meus versos eu chovo em mim

Com rimas frias e gotejantes que invento



Chovo de modo intenso,sou feito temporal

Derramando-me  nas  gotas intensamente

E mesmo sem concordância verbal 

Eu chovo, chovo indefinivelmente


Além das Siglas - NLC poesias

domingo, 5 de junho de 2016

HISTÓRIA VERDADEIRA



Só por hoje eu queria

Fugir da realidade

E escrever uma poesia

Com mentiras de verdade

Onde a Branca de Neve decidiu

Acabar com esse conto da carochinha

Desse sono que por anos persistiu

À espera do príncipe que nunca vinha.

Abriu as janelas e apagou os lampiões

Chamou as amigas e a fada madrinha

E foram pra o bar encontrar os sete anões

Ela bebeu e dançou enquanto teve vontade

E deu adeus às convenções

Sambou na cara da sociedade

E acabou com os bordões!!




E nessa reunião onde fechou a porteira,

Nenhum anão sequer queria

Saber da história verdadeira

Das princesas  na folia

Das loucuras e bebedeira...

E quando raiou um novo dia

Voltou para o seu mundo amargurado

Cansada de uma luta inglória

Desistiu de príncipes encantados

Agora escreve sua própria história ...




Mas só por hoje eu queria

Acreditar num final feliz

Pra alegrar minha poesia

Em versos que um dia tanto quis...


Além das Siglas - NLC Poesias