frase

Palavra alguma vale o delírio de ser poema sem ser alívio...

terça-feira, 21 de março de 2017

VERSOS À FLOR DA PELE



Há por baixo da minha pele
Tantos caminhos insuspeitos
Tatuagens sob a epiderme 
  Que traduzem meus desejos (NLC)




Há na minha pele atalhos
Que nunca foram explorados
Nua, me exponho ao orvalho
           Por que nunca os macularam?( Anna)




Por baixo da minha pele 
Há um jardim permitido 
Um desejo que me impele 
         E me inunda de fluídos (NLC)


Há na minha pele fertilidade
Uma ânsia de ser tocada
Mãos hábeis trariam saciedade
               A flor do amor seria brotada(Anna)


Por baixo da minha pele há arrepios 
Uma sede que água nenhuma sacia 
Que deságuam em intensos rios 
       E molham os versos da minha poesia ( NLC) 


Há na minha pele um mar revolto
E uma ânsia de mergulhos viscerais
Traduzo em versos tempestuosos
             Os meus desejos carnais  (Anna)


(NLC Poesias & AnnaLuciaGadelha)



sexta-feira, 10 de março de 2017

VERSOS DE NÓS DOIS






Poetizo a saudade: em teu corpo me encontro
entre versos me exponho ao teu suave prazer
 e a poesia que invade são teus lábios (meu sonho)
deslizando nas tardes do nosso querer 



Poetizo palavras como aquelas de outrora 
Cobertas de sentimentos dos pés à cabeça 
Entre as letras, há um verbo que ardente implora 
E vibra, a cada rima que o verso lateja 



E abrem-se as pétalas de tua pele . . . Agora
cubro-te deste amor que floresce em teu ser
atiça-me com tua vontade (o meu verso adora!) 




E minha pele flameja arrepiada a estremecer 
Pois os teus dedos são laços que no poema aflora
O meu verbo implora . . .  Agora . . . O teu querer 




NLC Poesias & Emanuel Angelo

Também em áudio

domingo, 5 de março de 2017

BEBA-ME



Beba-me

De gole em gole

Com sede 

Me engole . . .

Deseja-me

Em teus lábios quentes

Saboreia-me

Lentamente.

Ceda

À sede de me ter

De gole em gole

Vou te entorpecer 




ALÉM DAS SIGLAS - NLC Poesias 

quinta-feira, 2 de março de 2017

POEMA CALADO




Dita em palavras, expostas feridas
Rasguei o peito, desfiz caminhos 
Não achei dos labirintos, a saída
Assumi as farpas desses espinhos.

E triste, minha poesia ficou calada
Versos úmidos, impregnados de nada.

ALÉM DAS SIGLAS – NLC Poesias