frase

Palavra alguma vale o delírio de ser poema sem ser alívio...

terça-feira, 21 de março de 2017

VERSOS À FLOR DA PELE



Há por baixo da minha pele
Tantos caminhos insuspeitos
Tatuagens sob a epiderme 
  Que traduzem meus desejos (NLC)




Há na minha pele atalhos
Que nunca foram explorados
Nua, me exponho ao orvalho
           Por que nunca os macularam?( Anna)




Por baixo da minha pele 
Há um jardim permitido 
Um desejo que me impele 
         E me inunda de fluídos (NLC)


Há na minha pele fertilidade
Uma ânsia de ser tocada
Mãos hábeis trariam saciedade
               A flor do amor seria brotada(Anna)


Por baixo da minha pele há arrepios 
Uma sede que água nenhuma sacia 
Que deságuam em intensos rios 
       E molham os versos da minha poesia ( NLC) 


Há na minha pele um mar revolto
E uma ânsia de mergulhos viscerais
Traduzo em versos tempestuosos
             Os meus desejos carnais  (Anna)


(NLC Poesias & AnnaLuciaGadelha)



3 comentários:

Cidália Ferreira disse...

Lindo poema. Parabéns

Beijos

Lucy Mara Mansanaris disse...

Boa noite amiga.
Versos sensíveis e repletos de confissões tão íntimas e amigas que no final parece que chega a nossa vez de confessar algo também, rs... Uma delícia de ler, parabéns pelo labor, duo genial!
Meu carinho mais doce, saudade sempre!

MarcioBuriti Textos disse...

Li em Recanto. Reli com maior prazer. Bonito!