frase

Palavra alguma vale o delírio de ser poema sem ser alívio...

quarta-feira, 10 de maio de 2017

A LUA É TESTEMUNHA


Eu faço versos como quem rouba

Calada para que ninguém os ouça 


Eu guardo por baixo da minha  roupa


Palavras que nunca chegam a boca



Eu escrevo como meliante

De capuz, máscara e luva 

Eu escrevo sem flagrante

Em noites frias de chuva


Às vezes penso em me calar

Amordaçar minhas palavras

Deixar a minha rima descansar

E guardar as minhas asas



De voar pra muito longe tenho medo

E tento esconder  minhas pegadas

Mas me pego  cometendo o mesmo erro,

Planejando outro crime em palavras


Só a lua tenho por   testemunha

Das dores que são só minhas

Vendo as letras que eu sempre compunha

Tornou-se  álibi da minha poesia


NLC Poesias

Um comentário:

Cidália Ferreira disse...

Poema muito bonito!!


Beijos de boa noite