frase

Palavra alguma vale o delírio de ser poema sem ser alívio...

sexta-feira, 16 de junho de 2017

A POESIA QUE ME SALVA



Vejo a cidade com os olhos da poesia
Em noites nubladas sem lua nem clarões
Na praça penumbra, música e alegria
Rodeadas de casinhas brancas e velhos casarões
Quietas, parecem guardar segredos
Meninas à noite brincando nas ruas
De nada tem medo,
Brincando com a lua...
E há velhinhos nos bancos sentados
E pessoas que olham pelas janelas
E na penumbra jovens namorados
Trocam carícias em noites tão belas...


Atrás desses versos  tem outra realidade
Vejo a cidade com os olhos da verdade
A praça escura com lâmpadas queimadas
Escondem seus muros pichados, na realidade
Não é bela essa praça nem a noite enluarada.
E são fechados  a cadeados os portões
Trancas nas portas e grades nas janelas
Reféns da eterna luta: polícia e ladrões
E no escuro da rua o tráfico, a guerra:
Batidas do funk estremecem a madrugada
Meninas ainda crianças no meio da rua
Os velhos bêbados nos bancos da praça
E eu cansada dessa realidade tão dura

Atrás desses versos tem uma fantasia

Que me salva de morrer um pouco a cada dia
Leva-me pra longe, nas asas da
poesia
Ensina-me a ver um mundo de magia

NLC Poesias - ALÉM DAS SIGLAS

2 comentários:

Vanessa disse...

Adorei o texto, realmente a poesia nos leva a outro mundo!!
Tenha um ótimo fim de semana!

Cidália Ferreira disse...

Excelente poema. Parabéns. Amei

Beijos. Bom fim de semana.